Nos Estados Unidos, nesse último fim de semana, essa palavra (“Carmageddon”) apareceu em vários jornais e foi manchete principal no Los Angeles Times.
Uma busca no Google leva a um verbete na Wikipédia que explica que esse nome é um jogo (vídeo-game) violento sobre carros e também o que seria o resultado do fechamento da auto-pista (freeway) 405. A 405 é a principal via do sul da Califórnia, ligando Los Angeles às cidades do condado de Orange (Orange County).
O termo Armageddon ou Armagedão em Português refere-se a uma passagem bíblica sobre o conflito final, ou o fim dos tempos. O uso do termo Armageddon com outros, é uma prática que indica a idéia de caos. Ele pode ser usado, por exemplo, para identificar tempestades de neve (“snow Armageddon”) ou no jogo supracitado, ou, como no caso de Los Angeles, para identificar o problema (caos no trânsito) que seria gerado pelo fechamento da 405.
Ocorre que, para surpresa geral, Los Angeles ou, melhor, os angelenos souberam lidar como o problema e evitaram sair de carro no tempo que a 405 ficou fechada. Foi uma surpresa, boa, que parece indicar uma tendência de que o povo de Los Angeles está cada vez mais aprendendo a ficar menos dependente do transporte individual. Vide matéria no LA Times (em Inglês).
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segunda-feira, julho 18, 2011
quarta-feira, novembro 18, 2009
500 Dias com Ela (500 Days of Summer )
Uma nova safra de diretores americanos têm tido sucesso em descrever histórias simples com uso do cinema de maneira criativa. Um traço desses autores é a construção de filmes que retratam uma convivência civilizada entre os personagens, sem seguir estereótipos comuns onde, muitas vezes, a violência impera de diversas formas. O foco desse filmes é o convívio entre pessoas, numa nova sociedade onde, segundo esses filmes, impera a solidariedade.
Posso, facilmente, elencar três filmes recentes que se encaixariam nessa classificação: King of California (Rei da Califórnia) , Under the Same Moon (Sob a Mesma Lua), Juno e Little Miss Sunshine (Pequena Miss Sunshine).
500 dias é sobre relacionamentos entre amigos, entre homem e mulher e entre trabalhador e trabalho. O filme é descompromissado sob a ótica filosófica, apenas procura contar uma história, que, de certo modo, reflete os dias atuais. É um filme sobre o “encaixe” de sentimentos. O singular é como o filme é contado, sua narrativa e como a linguagem cinematográfica é usada. Muito criativo e extremamente bem feito. Tudo se encaixa inclusive o uso de marcações sonoras e visuais. O uso de um contador é extremamente inteligente.
Vale lembrar também a diferente caracterização de Los Angeles, sem os estereótipos usuais. No entanto, estão lá à banda da UCLA, uma das pontes, e o interior do Bradbury, e o trem para Santa Bárbara.
Parabéns Marc Webb!
Posso, facilmente, elencar três filmes recentes que se encaixariam nessa classificação: King of California (Rei da Califórnia) , Under the Same Moon (Sob a Mesma Lua), Juno e Little Miss Sunshine (Pequena Miss Sunshine).
500 dias é sobre relacionamentos entre amigos, entre homem e mulher e entre trabalhador e trabalho. O filme é descompromissado sob a ótica filosófica, apenas procura contar uma história, que, de certo modo, reflete os dias atuais. É um filme sobre o “encaixe” de sentimentos. O singular é como o filme é contado, sua narrativa e como a linguagem cinematográfica é usada. Muito criativo e extremamente bem feito. Tudo se encaixa inclusive o uso de marcações sonoras e visuais. O uso de um contador é extremamente inteligente.
Vale lembrar também a diferente caracterização de Los Angeles, sem os estereótipos usuais. No entanto, estão lá à banda da UCLA, uma das pontes, e o interior do Bradbury, e o trem para Santa Bárbara.
Parabéns Marc Webb!
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